à flor da pele
aflora
pétala por pétala
terça-feira, janeiro 30, 2007
quarta-feira, novembro 08, 2006
quinta-feira, outubro 19, 2006
terça-feira, outubro 03, 2006
Carvão Vegetal
Passou mal!
Dor de barriga das brabas.
Tinha comido um ovo,
um não
e uma soda limonada.
segunda-feira, setembro 25, 2006
quinta-feira, setembro 07, 2006
O caminho que nem sempre é o mesmo
Desde que ficou mocinha pinta suas unhas com esmalte.
Toda semana, a mesma cor, a mesma hora, o mesmo assunto, no mesmo salão.
Um dia, seu marido estranhou.
Finalmente tinha visto suas unhas sem esmalte.
Eram coloridas sozinhas, compridas, com pintinhas brancas (dizem que é beleza) e gostou.
Não comentou nada, mas leu o diário dela.
Na novela ninguém usa esmalte e ela queria ser atriz.
Toda semana, a mesma cor, a mesma hora, o mesmo assunto, no mesmo salão.
Um dia, seu marido estranhou.
Finalmente tinha visto suas unhas sem esmalte.
Eram coloridas sozinhas, compridas, com pintinhas brancas (dizem que é beleza) e gostou.
Não comentou nada, mas leu o diário dela.
Na novela ninguém usa esmalte e ela queria ser atriz.
sábado, agosto 19, 2006
quarta-feira, agosto 16, 2006
terça-feira, agosto 15, 2006
Vamos andar abraçados pelas calçadas vestidos do que somos, ou melhor, do que queremos que o mundo seja em nós, portanto, fantasiados de nós mesmos, aquela ali do meio, a fantasia que nunca deixamos de ser.
Meus vestidos indianos, seus chapéus de feltro, minhas mãos esvoaçantes, suas pernas cruzadas, nossos pés grandes dando passos em direção aos nossos sonhos.
Aos olhares mais espertos, aqueles que vêem mais por que nenhum out-door ou luminoso lhes serve de âncora, é possível ver nossas almas em algumas almas. As que sobraram.
Sabemos que é preciso mais do que desejo, é preciso também energia, é necessário agir, mas ação pra que? Para ter a nós mesmos e sermos plenos de nossos sonhos. Nos embriagaremos de sonhos.
E nossas vidas serão festas que tomam de assalto nossas casas, sem endereços, e nossas almas: velas coloridas, almofadas e capoeira. E nos saciaremos do amor.
Meus vestidos indianos, seus chapéus de feltro, minhas mãos esvoaçantes, suas pernas cruzadas, nossos pés grandes dando passos em direção aos nossos sonhos.
Aos olhares mais espertos, aqueles que vêem mais por que nenhum out-door ou luminoso lhes serve de âncora, é possível ver nossas almas em algumas almas. As que sobraram.
Sabemos que é preciso mais do que desejo, é preciso também energia, é necessário agir, mas ação pra que? Para ter a nós mesmos e sermos plenos de nossos sonhos. Nos embriagaremos de sonhos.
E nossas vidas serão festas que tomam de assalto nossas casas, sem endereços, e nossas almas: velas coloridas, almofadas e capoeira. E nos saciaremos do amor.
quarta-feira, agosto 09, 2006
na medida certa
Vera. Sua mãe escolheu o nome quando ela ainda estava no útero.
Para sua mãe o nome significava verdade e assim teria que ser.
Vera era uma mulher de vida social intensa. E hoje, a noite era festa.
Sempre vestiu a roupa perfeita para a ocasião, temperatura, pessoas.
Riu, traiu, desejou, invejou: na medida certa.
E hoje, a noite era festa.
Pela primeira vez sentiu incômodo ao se olhar no espelho.
Ficou em casa, dormiu nua e sonhou com nada.
Para sua mãe o nome significava verdade e assim teria que ser.
Vera era uma mulher de vida social intensa. E hoje, a noite era festa.
Sempre vestiu a roupa perfeita para a ocasião, temperatura, pessoas.
Riu, traiu, desejou, invejou: na medida certa.
E hoje, a noite era festa.
Pela primeira vez sentiu incômodo ao se olhar no espelho.
Ficou em casa, dormiu nua e sonhou com nada.
terça-feira, agosto 08, 2006
sábado, agosto 05, 2006
no café da manhã
Tudo aquilo pra mim não passava de um sonho.
Mas as pessoas me fizeram crer que era verdade.
Percebe, tem até cheiro e gosto – diziam.
Doce como sonho.
Mas as pessoas me fizeram crer que era verdade.
Percebe, tem até cheiro e gosto – diziam.
Doce como sonho.
quinta-feira, agosto 03, 2006
quadro
há muito tempo atrás
eu queria ser uma bola.
Passou o tempo
e tudo que eu quero ser
é um macarrão,
parafuso de preferência.
Mas sou aquela ali,
do canto esquerdo,
em cima do ombro do menino remelento:
não passo de uma mosca morta.
eu queria ser uma bola.
Passou o tempo
e tudo que eu quero ser
é um macarrão,
parafuso de preferência.
Mas sou aquela ali,
do canto esquerdo,
em cima do ombro do menino remelento:
não passo de uma mosca morta.
quinta-feira, julho 20, 2006
quarta-feira, julho 19, 2006
segunda-feira, julho 17, 2006
É BATATA!
*unha suja * areia no maiô na praia * cabelinho na comida * discutir relação de madrugada e no telefone depois de ter tomado todas * arrotinho depois da coca cola * estar falando e abaixarem o volume do som e a voz sai altona *tirar meleca do nariz (disfarçadamente) * não usar camisinha * acender cigarro ao contrário * estar no banheiro olhar pro lado e não ter papel higiênico * procurar caneta (ou óculos) e está com ela na mão * sonhar que tá pelado no meio da multidão * desodorante vencer * calcinha e cueca furada * comer demais * cabelo feio *quase vomitar quando escova a língua * olhar para dentro da privada * desligar o despertador e continuar dormindo * cd pulando * baseado grudar na boca * meia suja ou furada quando vai comprar um sapato * medo de avião * pão mofar * não saber do que estão falando e dizer: “Ah, já ouvi falar” * arriscar um punzinho e sair alto * pensar em “probleminhas” antes de dormir e ter insônia * sorrir e ter um feijãozão no dente * estar de ressaca e falar: “vou dar um tempo de bebida” * motorista de táxi malufista * micuim no umbigo * deixar o livro pela metade * verificar se fechou a porta * checar e-mail toda hora * xixi gigante e à prestação no bar * não achar vela quando acaba a luz * ter roupas que nunca usa * achar que no futuro as coisas vão melhorar * ficar com a porta da geladeira aberta e não saber o que comer * pagar caro * deixar pra amanhã * sonhar que quer gritar e não consegue * ligar pra alguém que não quer te atender e a secretária fala: “fulano tá em reunião”. Se ainda não aconteceu, acontecerá! É BA-TA-TA!
Só para mulheres: desfiar meia calça, menstruar e não ter absorvente, calcinha enfiada na bunda e não ter como tirar, ficar encanada que sujou a calça e fio do ob pra fora do biquíni.
Só para mulheres: desfiar meia calça, menstruar e não ter absorvente, calcinha enfiada na bunda e não ter como tirar, ficar encanada que sujou a calça e fio do ob pra fora do biquíni.
quinta-feira, julho 13, 2006
a vingança é servida em copo quente
Lia sempre o jornal muito cedo.
E guardava todos os dias o mais gostoso pro final: o horóscopo.
Assim como a gente reserva o pedaço mais gostoso de carne no canto do prato.
Na noite anterior tinham discutido.
Queria se vingar.
Sem querer derramou café no signo dele.
E ele odeia café.
E guardava todos os dias o mais gostoso pro final: o horóscopo.
Assim como a gente reserva o pedaço mais gostoso de carne no canto do prato.
Na noite anterior tinham discutido.
Queria se vingar.
Sem querer derramou café no signo dele.
E ele odeia café.
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