terça-feira, setembro 11, 2007

Tava à toa na vida, meu amor me chamou.
Oi, querido.
Anrã. Tá.
E fui.
Na toa da vida, seguindo meu caminho, tinha uma pedra.
Tipo a de Gênesis.
Estava bem ali e agora.
Pisei, tropecei.
E o meu coração não se cansa de ter esperanças de um dia ser tudo o que quer.

quarta-feira, agosto 15, 2007

na sombra não há dúvidas
se tem uma rede pra deitar

sábado, agosto 04, 2007


tô com as flores.
tô com as plantas.
fincada.
preciso de água e sol.
e um tilenol.
não tenho mais nada do que guardei.
num saco de lixo, grande e fedido.
Tudo se foi.
amarrotado, quebrado, intacto, singelo, triste, gasto.
foi tudo.
ficou eu.
sem carrapato.

terça-feira, abril 10, 2007

Fim de semana

fiz da vida
nada...............................
..................nas Araras

terça-feira, janeiro 30, 2007

à flor da pele
aflora
pétala por pétala

quarta-feira, novembro 08, 2006

pensei que era só
pensei que era com todo mundo
pensei que era o mundo

quinta-feira, outubro 19, 2006

Bossa nova
Pra solidão
Pra felicidade
Pros difíceis

Rock n´roll
Pra solução
Pra nova idade
Pros impossíveis

Música de amigo
Pro coração
Pra longevidade
Pros sensíveis

terça-feira, outubro 03, 2006

Carvão Vegetal

Passou mal!
Dor de barriga das brabas.
Tinha comido um ovo,
um não
e uma soda limonada.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Plantei um dicionário.

Primeiro vieram os AS: adedonha, adereço, almoço, amante, asteróide.

Os Dês: dança, dedo, desejo, diamante, doce, dúvida.

Os Efes: família, fim, frasqueira, frevo, futebol.

Tô num dilema: será que corto antes do Gê?

sexta-feira, setembro 15, 2006

Nascida do prazer: Tarsila
Prazer nascido
Amor dormido
Até tê-la
Chema Madoz

Certa vez, eu comecei uma história com certa vez.
Certa eu não estava. Caí numa cilada.
Nessa mesma época eu tive lêndea.
Agora eu conto os meus contos com

era uma vez, como se fossem lendas.
Mas até hoje coço a cabeça quando escrevo.






quinta-feira, setembro 07, 2006

O caminho que nem sempre é o mesmo

Desde que ficou mocinha pinta suas unhas com esmalte.
Toda semana, a mesma cor, a mesma hora, o mesmo assunto, no mesmo salão.
Um dia, seu marido estranhou.

Finalmente tinha visto suas unhas sem esmalte.
Eram coloridas sozinhas, compridas, com pintinhas brancas (dizem que é beleza) e gostou.
Não comentou nada, mas leu o diário dela.

Na novela ninguém usa esmalte e ela queria ser atriz.

sábado, agosto 19, 2006

Eu tava no sal.
Ele no açúcar.
Eu na arruda.
Ele na orquídea.
E assim foi: black e red, jeans e organza.
Até que ele colocou um forró.
Misturou tudo dentro de mim.
Eu que tava tão bossa-nova-retrô-metrô.
Fiquei agridoce.

quarta-feira, agosto 16, 2006

exagerei no meu disfarce
criei caras e bocas
poses e trapaças
pra passar a lua nova
cheia

terça-feira, agosto 15, 2006

Vamos andar abraçados pelas calçadas vestidos do que somos, ou melhor, do que queremos que o mundo seja em nós, portanto, fantasiados de nós mesmos, aquela ali do meio, a fantasia que nunca deixamos de ser.
Meus vestidos indianos, seus chapéus de feltro, minhas mãos esvoaçantes, suas pernas cruzadas, nossos pés grandes dando passos em direção aos nossos sonhos.
Aos olhares mais espertos, aqueles que vêem mais por que nenhum out-door ou luminoso lhes serve de âncora, é possível ver nossas almas em algumas almas. As que sobraram.
Sabemos que é preciso mais do que desejo, é preciso também energia, é necessário agir, mas ação pra que? Para ter a nós mesmos e sermos plenos de nossos sonhos. Nos embriagaremos de sonhos.
E nossas vidas serão festas que tomam de assalto nossas casas, sem endereços, e nossas almas: velas coloridas, almofadas e capoeira. E nos saciaremos do amor.

quarta-feira, agosto 09, 2006

na medida certa

Vera. Sua mãe escolheu o nome quando ela ainda estava no útero.
Para sua mãe o nome significava verdade e assim teria que ser.
Vera era uma mulher de vida social intensa. E hoje, a noite era festa.
Sempre vestiu a roupa perfeita para a ocasião, temperatura, pessoas.
Riu, traiu, desejou, invejou: na medida certa.
E hoje, a noite era festa.
Pela primeira vez sentiu incômodo ao se olhar no espelho.
Ficou em casa, dormiu nua e sonhou com nada.

terça-feira, agosto 08, 2006

Chorou porque não conseguia parar de chorar.
Fez rio.

Fez água salgada do mar.

sábado, agosto 05, 2006

no café da manhã

Tudo aquilo pra mim não passava de um sonho.
Mas as pessoas me fizeram crer que era verdade.
Percebe, tem até cheiro e gosto – diziam.
Doce como sonho.